NOTA DA BANCADA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES NA ALBA – Contra o estado golpista e a perseguição aos educadores brasileiros

 

2018-03-13 - CARLOS ZACARIAS

Ao longo da história recente do nosso país, as universidades brasileiras exerceram um importante papel na resistência contra o autoritarismo político. Em 1964 ou em 2016, esses redutos abrigaram – não sem luta – estudantes e docentes que vivenciaram, avaliaram e tentaram compreender as circunstâncias das drásticas mudanças que afetaram a consolidação da nossa jovem democracia, e que hoje culminaram em um golpe de estado ainda em progresso.

Hoje, mais uma vez, temos que presenciar o ataque contra o ambiente acadêmico, açoitado pela perseguição e pela tentativa de controle da narrativa sobre o processo que há mais de dois anos se executa. Ao intimar o respeitado professor Carlos Zacarias, responsável pela disciplina que estuda o Golpe de 2016 em toda a sua extensão e complexidade, a justiça mais uma vez expõe a sua parcialidade e mostra a quem verdadeiramente serve.

Os deputados estaduais que compõem a Bancada do Partido dos Trabalhadores da Bahia na ALBA repudiam esta ação e a entendem como forma de censura à educação promovida pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), uma das mais antigas e respeitadas do país. Ao nos solidarizarmos com o docente, a instituição, o reitor João Carlos Salles e os futuros alunos desse curso, também nos colocamos ao lado das outras 33 universidades brasileiras que entendem o quão importante é colocar a compreensão da história da política brasileira acima do medo da represália de um governo autoritário e antidemocrático.

Frente à operação desse governo ilegítimo, que nos retirou importantes conquistas, desregulamentando as relações do mundo do trabalho; que diminuiu o papel do estado como indutor do desenvolvimento nacional; que reduziu seu protagonismo no alcance das políticas públicas sociais; e que atacou frontalmente os interesses estratégicos e a nossa soberania, não iremos aquiescer. Lutaremos incansavelmente para que a parcialidade do aparelho do estado não esteja, novamente, em desfavor daquele que mais sofreu com o processo de desmonte de direitos em andamento: o povo brasileiro. Não seremos coniventes com a violação do direito de liberdade de expressão, principalmente dentro do ambiente acadêmico, onde a construção do conhecimento o tem como premissa básica. Não assistiremos de forma passiva o amordaçamento do ensino.

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